Escrito em 1954, “A Bruxinha que Era Boa” faz curta temporada de 08 de agosto e 13 de setembro com novidades

Fundado em 1951 por um grupo liderado pela então jovem mineira Maria Clara Machado, O Tablado faz parte da história cultural do Brasil. Para celebrar os 75 anos dessa linda trajetória, a instituição abre a programação especial revisitando um clássico infantil: “A Bruxinha que Era Boa”. As sessões acontecem aos sábados e domingos, às 17h, em curta temporada de 8 de agosto a 13 de setembro, no teatro O Tablado, na Lagoa.

Escrita em 1954 por Maria Clara Machado e premiada no Distrito Federal em 1955, “A Bruxinha que Era Boa” foi encenada pela primeira vez em O Tablado em 1958, retornando em 1999 e 2014. Tornou-se um dos grandes clássicos do teatro infantil brasileiro. Ao lado de “Pluft, o Fantasminha”, é uma das peças mais montadas por grupos profissionais e amadores em todo o país. Com direção e adaptação de Cacá Mourthé, a nova montagem conta com novidades, como nas músicas originais assinadas por Lincoln Vargas.

O espetáculo apresenta Ângela, uma bruxinha diferente que estuda na Escola de Maldades da Floresta, onde todos querem ganhar a fabulosa vassourinha a jato, prêmio de bruxa mais malvada. Ângela quer muito ganhar a vassoura a jato, pois o que mais gosta de fazer é voar pela floresta, por cima das árvores e perto das nuvens. O problema é que a bruxinha não sabe fazer maldades e ainda ajuda o menino Pedrinho, um jovem lenhador, a escapar das maldades de suas amigas, o que a faz ser presa na Torre de Piche. O novo amigo Pedrinho é o único que pode ajudá-la a escapar e ganhar a vassoura a jato.

Ao inverter a lógica tradicional das histórias de bruxas, a obra revela como a bondade pode ser vista como defeito em ambientes tóxicos, abordando temas como diferença, preconceito, bullying e a coragem de ser quem se é. Ambientado em uma floresta viva e mágica, o espetáculo trata o embate entre bem e mal sem maniqueísmo, com humor e poesia. Uma obra que atravessa gerações, ensinando que ser bom não é ser ingênuo — e que a imaginação pode ser um gesto de cuidado.

– Até hoje, aquela bruxinha ainda age. Ainda sopra boas mensagens. Um teatro como feitiço do bem. São as magias de Maria Clara Machado – destaca Cacá Mourthé.

Marco da cultura nacional

Considerado Patrimônio Cultural da cidade do Rio de Janeiro e tombada pela Prefeitura carioca, com atividades artísticas reconhecidas pelo Governo Federal, O Tablado é uma escola de teatro com cerca de 700 alunos e mais de 20 professores, atuante na formação cultural de cidadãos de todo o Brasil. Foi fundado em 1951 por Maria Clara Machado, autora de 23 peças infantis, entre elas “A bruxinha que era boa”, “A menina e o vento”, “O rapto das cebolinhas”, “O cavalinho azul” e “Pluft, O Fantasminha”, premiadas nacional e internacionalmente e traduzidas para diversos idiomas.

Em 75 anos, O Tablado se tornou referência na formação de plateias sensíveis e de profissionais de teatro – cenógrafos, figurinistas, iluminadores, atores e diretores, a exemplo de Hamilton Vaz Pereira, Wolf Maya, Cininha de Paula, Claudia Abreu, Ingrid Guimarães, Louise Cardoso, Malu Mader, Du Moscovis, Leonardo Brício, Andréa Beltrão, Fernanda Torres, Rubens Corrêa, Drica Moraes, Jaqueline Laurence, Mateus Solano e Gregório Duvivier, entre muitos outros.

Serviço:

Temporada de “A Bruxinha que era boa”: de 8 de agosto a 13 de setembro

Sessões: sábados e domingos, às 17h

Local: Teatro O Tablado – Avenida Lineu de Paula Machado, 795, Lagoa, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: de R$ 40 a R$ 80, vendas no site https://bileto.sympla.com.br/event/123789/d/399624

Classificação etária: livre

Site: https://www.otablado.com.br/

Rede social: https://www.instagram.com/teatrotablado

Ficha técnica:

Autora: Maria Clara Machado

Direção Geral e Adaptação: Cacá Mourthé

Música Original: Lincoln Vargas

Cenografia: Julia Marina

Figurinista: Elisa Faulhaber

Iluminação: Rodrigo Belay

Assistente de Direção e Preparadora Corporal: Julianna Firme

Direção Musical: Lincoln Vargas

Assistentes de direção musical: Caio Paranaguá e Ney Feijó

Músicos: Ney Feijó e Cecília Brandão

Desenho de Som: Leandro Lobo

Operadores de Som: Caio Paranaguá e Maria Clara Reis

Assistentes de cenografia: Rayane Da Vinha e Gabriel Andrade

Cenotécnico: Guilherme Tommasi (GT Cenografia)

Equipe de cenotecnia: Gaúcho (João Pedro Gerônimo),

Marcus Pugliese e Edson Patrício Leôncio

Aderecista: Alex Grilli e Eline Santos

Figurinista Assistente: Luna Jatobá

Assistente de figurino: Teo Canoro

Caracterização: Lucas Raibolt e Arthur Dias

Costureira: Riso Monteiro

Perucas: Marcia Elias (Bruxo-Chefe, Bruxa Instrutora e Bruxa Fedelha) e

Lucas Raibolt (Bruxa Caolha, Bruxa Fredegunda, Bruxa Fedorosa e Vice-Bruxo)

Assistência de Iluminação: Jirllan Cavagna

Montagem de luz: Jirllan Cavagna, Vitor Hugo Guimarães e Vicente Velloso

Responsável técnico de iluminação e operador de luz: Vicente Velloso

Direção de palco: Kinho Andrade

Contrarregras: Victor Hugo Ribeiro, Francisco Vasconcelos e Nabuco

Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho

Social Media e Gestor de Tráfego: Hernane Cardoso

Design Gráfico: Luana Manuel

Fotos e Produção Audiovisual: Hernane Cardoso

Controler financeiro: Janaina Santos

Bilheteria: Elisa Nunes e Zé Helou

Administração: Janaina Santos e Luana Manuel

Assistentes de produção: Jovi Gonçalves, Elisa Nunes e Kinho Andrade

Direção de produção: Luana Manuel

Realização: O Tablado

Elenco:

Bruxinha Ângela – Luiza Kosovski

Bruxinha Caolha – Beatriz Linhales

Bruxinha Fredegunda – Helena Alpino

Bruxinha Fedorosa – Bruna Zordan

Bruxinha Fedelha – Maria Repetto

Bruxa-Chefe – Grila Grimaldi

Bruxo Belzebu Terceiro – Samuel Valladares

Vice-Bruxo – Rodrigo Barcelos

Pedrinho – Gabriel Wotzik

Stand-in: Julianna Firme

Seres da Floresta: Antônia do Vale, Beatriz Ferreira, Dhulia Vitória, Emmanuel Roque, Gabriel Netto, Jovi Gonçalves e Maria Paiva

(Fotos: Hernane Cardoso)

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